27 janeiro, 2006
99. Histórias da Política nos Forcalhos - I
Felizmente conserva-se na Junta de Freguesia um livro onde se exararam actas da Junta de Paróquia (inicialmente) e Junta de Freguesia (depois), com início em1899.
Encontramos nessas actas alguns passos com piada.
Eis um exemplo retirado de uma acta 27 de Janeiro de 1902, sendo a Junta de Paróquia presidida pelo Padre João Martins Nabais e constituída ainda por José Fernandes, Vicente Jorge e João Martins Carlos (este, o primeiro professor do ensino primário nos Forcalhos):
Para não alongar, ultrapassamos o que consta da acta de 13 de Janeiro e passamos só a parte da acta do dia 27:
“Nesta compareceu António Teixeira Botas, vice presidente da junta na gerência anterior, para o que tinha sido previamente convidado como consta na acta anterior, e sendo convidado pelo presidente para prestar contas à nova junta de quanto a esta pertencia visto ele ser o encarregado de tudo, bem como a entregar-lhe a chave da casa propriedade da paróquia, a fim de na mesma se instalarem as sessões da mesma, declarou que não prestava contas nem entregava a chave, isto em termos desagradáveis e desordenados. Pelo presidente foi convidado a entrar na ordem e continuou dizendo em altas vozes que não prestava contas nem entregava a chave da casa e que recorressem pelas vias que quisessem.”

A nova Junta resolveu o problema de forma inteligente: rebentou com a fechadura.
Bom… o ti Botas, que chegámos a conhecer, era natural de Aldeia da Ponte, tinha sido guarda fiscal e depois comerciante nos Forcalhos onde se fixou e casou. Era honesto e bom homem. Só que… na política, ele e o professor não se podiam ver, estavam em campos opostos… daí a teimosia…
CHGJ
.
Encontramos nessas actas alguns passos com piada.
Eis um exemplo retirado de uma acta 27 de Janeiro de 1902, sendo a Junta de Paróquia presidida pelo Padre João Martins Nabais e constituída ainda por José Fernandes, Vicente Jorge e João Martins Carlos (este, o primeiro professor do ensino primário nos Forcalhos):
Para não alongar, ultrapassamos o que consta da acta de 13 de Janeiro e passamos só a parte da acta do dia 27:
“Nesta compareceu António Teixeira Botas, vice presidente da junta na gerência anterior, para o que tinha sido previamente convidado como consta na acta anterior, e sendo convidado pelo presidente para prestar contas à nova junta de quanto a esta pertencia visto ele ser o encarregado de tudo, bem como a entregar-lhe a chave da casa propriedade da paróquia, a fim de na mesma se instalarem as sessões da mesma, declarou que não prestava contas nem entregava a chave, isto em termos desagradáveis e desordenados. Pelo presidente foi convidado a entrar na ordem e continuou dizendo em altas vozes que não prestava contas nem entregava a chave da casa e que recorressem pelas vias que quisessem.”

A nova Junta resolveu o problema de forma inteligente: rebentou com a fechadura.
Bom… o ti Botas, que chegámos a conhecer, era natural de Aldeia da Ponte, tinha sido guarda fiscal e depois comerciante nos Forcalhos onde se fixou e casou. Era honesto e bom homem. Só que… na política, ele e o professor não se podiam ver, estavam em campos opostos… daí a teimosia…
CHGJ
.
Comments:
<< Home
é engraçado como antigamente a política misturava-se com intrigazinhas de aldeia. parece que estou a ver os dois numa birra de duas pessoas que se conhecem a barafustar na rua por causa da junta. ehhe :D
Enviar um comentário
<< Home